FLÁVIO DUARTE - CASA COM ESSÊNCIA DO DONO - REPORTAGEM 1 NO JORNAL ESTADO DE MINAS

31/07/2010 17:19

"A Casa da Estrela (casa retratada na reportagem abaixo) é parte de um processo de busca pessoal e profissional, no qual minha intenção e objetivo como cidadão e arquiteto sempre foram, e sempre serão, a preservação da natureza e da saúde do planeta Terra e dos seres que aqui habitam.

Arquitetar é saborear e experimentar a essência do valor das escolhas, das necessidades e vontades dos seres e dos ambientes naturais e construídos. Para saborear é preciso ser sincero e coerente com o nosso eu interno e também com os condicionantes externos, a chave para o conforto e bem estar nos espaços que habitamos, está na nossa capacidade sensível de perceber a vocação e pontencialidades dos espaços e das funções que serão exercidas em determinados locais." 

Leia e Veja logo abaixo na reportagem acomo é possível projetar saboreando nossos sonhos e as vontades de ser, dos espaços naturais e construídos.

CASA COM ESSÊNCIA DO DONO                                                                                              

Arquiteto lança mão de material e meios ecológicos e associa condições do terreno ao sonho, desejo e saúde do futuro morador

 CASA ESTRELA - Vista Superior

A casa, bem como seus moradores, consomem material e gera dejetos. Portanto, uma construção residencial deve estar relacionada ao bem-estar e à saúde de seus habitantes. São casas com elementos construtivos, material, técnicas, envolvimentos, direcionamentos, essências, questionamentos e apontamentos que sempre consideram a saúde de quem as ocupa.

Essa prática tem sido adotada pelo arquiteto e geobiólogo Flávio Duarte, que construiu uma casa em formato de estrela e uma piscina em meia-lua no sítio do advogado Luciano Silva, em Rio Manso, na Região Metropolitana de BH, utilizando material e meios ecológicos.

Segundo Flávio, a técnica do projeto é comum a todas as construções, que leva em consideração a análise de onde nasce e morre o sol e o relevo. Mas o diferencial é saber o que é bom e o que não é para o cliente. ''Desde o início da história, ele participa de todos os momentos. Fecho o contrato e aviso ao contratante que ele vai começar a trabalhar. A participação do futuro morador é imprescindível, porque o arquiteto tem uma visão pessoal de gosto e até de sensação. Por exemplo, às vezes gosto do quarto iluminado pela manhã e meu cliente não. É preciso casar o desejo da pessoa com as questões de saúde e as condições do terreno.''

A participação do dono começa por uma ''viagem'', provocada pelo arquiteto. Ele deve pensar como seria sua casa depois de pronta. Ele dá as coordenadas do que quer, cores, pavimentos, iluminação. A casa do seu sonho. O processo é uma gestação. O arquiteto leva a família para o terreno e dá um lápis de cor para cada membro. Cada cor representa uma sensação: vermelho é surpresa, impacto; azul é sonolência; verde é alegria; e amarelo, estabilidade. Eles vão marcar com as cores, no mapa do lugar, as sensações. É a grande jogada para que a casa tenha a cara do desejo do dono.

A pessoa tem que perceber as sensações diante do terreno e do espaço de que dispõe. Se, em determinado lugar, ela boceja, não vai dar certo instalar ali uma sala de ginástica. Uma vez construída não há conserto. Por isso, é importante que a casa proporcione o bem-estar desejado pelo cliente.

''É interessante sentar em roda e fazer uma dinâmica. Cada um faz o que sente, a respiração, o batimento cardíaco e o pensamento e vai mudando de lugar. É uma verdadeira psicologia; é fazer o cliente sentir o ambiente. Não há cultura no Brasil de reclamar com o arquiteto. Entretanto, a pessoa constrói uma casa e não consegue dormir em seu quarto, dormindo na sala todos os dias.

Prestei uma consultoria na Região Centro-sul de BH. Cheguei depois da decoradora, que não deixava mudar nada de lugar. O ideal seria chegar antes, não no espírito de competição, mas de forma a auxiliar. O filho foi colocado numa cama com cabeceira falsa de MDF – um aglomerado com cola e solvente –, atrás passava o circuito elétrico do seu banheiro, do quarto e do banheiro da suíte. Excesso eletromagnético, que medi para a cliente ver. Sugeri que o garoto dormisse com a cabeça para os pés da cama. Ela disse que não e que não poderia tirar a cama do lugar, segundo recomendação da decoradora. Ela me liga sempre dizendo que o filho não dorme. É preciso procurar alternativas que o relaxem durante o dia.”

Flávio conta que sempre teve uma certa queda a estar próximo da natureza. Segundo ele, foi um processo pessoal. Na busca de atividade profissional soube de um arquiteto, Carlos Solano, que trabalhava com bambus e outros materiais naturais, caracterizando uma arquitetura viva. Aprendeu que a arquitetura pode ser viva, saudável e um processo intimamente ligado à natureza.

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PUBLICADO NO JORNAL ESTADO DE MINAS (MG) - CADERNO DE ÍMOVEIS • 19/8/2010 - MATÉRIA - ELIAN GUIMARÃES  (veja abaixo a imagen da reportagem impressa).

 

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