GEOBIOLOGIA 

DSC01554Stonegenhe 4 - circulo de pedras de acupuntura na terraMaterias de construção saudaveis

A Geobiologia, ou Biologia da Construção, é uma ciência baseada na interação entre as influencias do espaço construído e a saúde das pessoas que usufruem desse espaço.

Também conhecida como medicina do habitat, essa ciência tem o seu foco principal na criação ou reorganização de construções para que estas sejam saudáveis, geradoras e mantenedoras da saúde do meio ambiente e principalmente das pessoas que usufruem desses ambientes.

Em 2004, o Instituto Brasileiro de Geobiologia, Biologia da Construção e Arte Zahori, o IBG, foi fundado no Brasil. Logo na fundação do IBG, Flávio Pereira Dias Duarte foi convidado para ser diretor de Arquitetura, cargo no qual assumiu durante 6 anos e meio, contribuindo assim efetivamente na missão social de promover a saúde dos ambientes construídos. 

Durante o período em que esteve no IBG, Flávio Duarte trabalhou na organização de congressos nacionais e internacionais, cursos e projetos sociais relacionados com a aplicação, ensino e divulgação da Geobiologia no Brasil.  Um dos principais projetos do IBG que Flávio ajudou a formatar e co-coordenar foi  o Estudante Sustentável, em parceria com a Escola de Arquitetura da UFMG.

Originalmente, quando o ser humano ainda tinha todas as suas bases e referências na natureza, somente os fatores naturais eram relevantes para sua saúde e de seu habitat. Daí o nome Geobiologia, Geo (influência da Terra), biologia (nos fenômenos vitais).

Nos dias de hoje a Geobiologia também da atenção aos fatores de influencia artificiais, considerando que a cada dia novas tecnologias, técnicas e materiais, estão disponíveis ao ser humano e na maioria das vezes são idealizadas somente levando em conta a praticidade, funcionalidade e a economia, deixando de lado a relação desses novos implementos coma saúde humana.

Esta ciência traduz para o mundo atual ensinamentos tradicionais de culturas antigas (celtas, egípcios, chineses, romanos e etc.) que sempre buscavam uma relação saudável com os ambientes em que realizavam suas funções.

Nessas culturas a observação dos condicionantes físicos e energéticos naturais dos ambientes era pré-requisito para a construção de qualquer edificação, ou até mesmo para ocupação temporária de determinado local.

Desde a posição o sol, relevo e até as influencias das energias telúricas dos veios subterrâneos de água e falhas geobiológicas eram analisadas para se arquitetar, construir ou habitar um determinado ambiente.

Os antigos romanos soltavam vários grupos de ovelhas em uma região em que pretendiam construir. Depois de um determinado tempo eles escolhiam ovelhas de diferentes grupos que dormiam em diferentes locais. Essas ovelhas eram sacrificadas e seus fígados analisados. As ovelhas que tinham os fígados mais saudáveis eram aquelas que dormiam e pastavam em locais com menos influencias maléficas, portanto os romanos escolhiam esses locais para construírem suas edificações.

Os antigos chineses conheciam técnicas de criação de ambientes saudáveis, através do uso de técnicas de feng-shui, ciência era um dos pilares da respeitada e tradicional medicina chinesa. Através das avaliações das formas, relevos, magnetismos, direção dos ventos e da posição e qualidade da água, os sábios chineses conseguiam determinar o melhor local para se construir, dormir, direcionar as janelas e as portas. Além disso, consideravam as influencias das energias das estrelas das constelações, e também dos veios subterrâneos de água, chamados por eles de veias do dragão.

Os antigos construtores celtas sabiam exatamente onde construírem e onde não construírem. Para tratar os ambientes eles erguiam enormes megalíticos que serviam como agulhas de acupuntura na terra para manipular de forma favorável as energias telúricas.

A maioria das catedrais da idade média foi erguida em locais com grande influencia de energias telúricas, o que dinamizava a alteração do estado de consciência dos fieis que estavam em busca da re-ligação com o divino.

A Geobiologia começou a ser vista de fato como ciência desde o inicio do século XIX, quando médicos e cientistas começaram a comprovar a relação das energias telúricas e geomagnéticas com a ocorrência de doenças, em principal o câncer. .

A partir daí a relação entre o habitat e a saúde do habitante começou a ficar óbvia, e na década de 80 a OMS considera que os edifícios podem ser agentes de saúde, ou pelo contrário, possuírem a Síndrome do Edifico Enfermo, gerando doenças em seus usuários.

Nesta mesma década várias outras instituições começam dar mais atenção à salubridade dos ambientes internos. A  OMS, EPA, ACGIH, OSHA, ANVISA (RE nº9 16/01/2003), ABNT (NBR6401) e MTE (NR 9,15, 17), listam poluentes e estabelecem limites de exposição prolongada e de curta duração (campos eletromagnéticos, radônio, ozônio, benzeno, formaldeído, NO2, HCFC, HCHO, CO2, provenientes de aparelhos de telefone celular, computadores, eletroeletrônicos, granitos, tintas, colas, ar condicionado, vernizes, matérias de limpeza etc...)

Por sua vez os Geobiólogos já estavam bastante avançados em relação aos estudos e pesquisas que comprovavam a estreita relação entre a saúde e o local em que se vive. Em 1976 o Prof. Anton Schneider fundou o primeiro Instituto de Geobiologia, o Instituto fur Baubiologie+Oekologie Neubern - IBN, com o intuito de oferecer serviços e informações a cerca da Geobiologia.  

Logo na fundação o IBN divulga os 25 princípios da Biologia da Construção e a partir dai em parceria com o Baubiologie Maes, uniu uma equipe multidisciplinar de geobiólogos, engenheiros, cientistas, físicos, químicos e médicos que publicaram em 1992 o SMB/1992 (Standard of Building Biology Testing Methods), um guia de normas, índices, parâmetros, regras de medição e diretrizes para os limites de exposição dos fatores de saúde nos espaços de permanência prolongada. Esse Guia está em sua sétima edição, o SBM/2008, e ainda é o principal norteador do trabalho dos geobiólogos e institutos de geobiologia de todo mundo. 

O guia SMB apresenta uma visão geral dos fatores de risco encontrados em áreas de permanência prolongada, áreas de dormir, espaços de convivência, locais de trabalho e propriedades. Ele oferece orientações sobre como realizar medições específicas e avalia possíveis riscos de salubridade. Em caso os problemas potenciais sejam identificados, de uma efetiva reabilitação estratégia é apresentada. Os diversos itens da norma lidam com os fatores ambientais, que podem representar um risco para a saúde das pessoas

www.biohabitate.com.br

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